O governo de Bolsonaro faz face à primeira grande crise interna, provocada pela Cuba comunista (tradução, Elpídio Fonseca)

1

O golpe dado no comunismo latino-americano pela eleição de Bolsonaro, o candidato conservador anti-comunista do Brasil, recebeu uma resposta imediata e violenta da parte de Cuba. O Brasil, país que financiava com grandes somas a internacional vermelha latina e que deveria ter continuado a sustentar economicamente todo o comunismo latino-americano, de repente, transformou-se agora, depois das eleições, em país inimigo do comunismo.

Cuba, exportadora e coordenadora do comunismo latino-americano (e africano por um tempo), de quem praticamente é a padroeira espiritual, sentiu necessidade de promover um espetáculo de força exatamente porque se torna cada vez mais claro que, estando quebrada economicamente, não tem de maneira nenhuma, agora com a mudança de regime o Brasil, perspectivas muito boas. – a única perspectiva é a crise iminente de moral da internacional comunista da América Latina, comparável em parte com o que se seguiu à derrocada da URSS. Show de força em situação desesperada, mas seguido de bons resultados para a propaganda os comunistas já o fizeram, sendo notórios os ataques do Vietnã, no período Tet (1968), quando o exército norte-vietnamita perdeu um número imenso de militares sem realizar nem sequer um pequeno progresso estratégico, mas dando a sensação de que podia castigar a América a qualquer momento e que tinha recursos para continuar a luta infindavelmente, o que foi engolido plenamente, sem ser mastigado, pela imprensa americana e, em geral, pela ocidental, o que levou à criação de uma corrente de opinião decisiva que determinou afinal de contas o encerramento da guerra e a perda do Vietnã do Sul em mãos dos comunistas. À repetida indagação do novo presidente do Brasil, Bolsonaro, se os médicos enviados em grande número de Cuba para o programa Mais Médicos, nos anos passados, têm mesmo o preparo correspondente, em condições em que não foram testados no país anfitrião com algum exame que lhes certificasse os conhecimentos, e à solicitação de lhes pagar integralmente o dinheiro ganho, porque até agora os médicos recebiam apenas 25% do salário pago pelo estado brasileiro, sendo o resto do dinheiro embolsado pelo estado comunista, Havana respondeu com a retirada brusca de todos os médicos cubanos do Brasil! Trata-se de 8.300 médicos que trabalhavam em zonas onde médicos brasileiros não ficavam, zonas muito isoladas ou pobres, zonas nas quais faltaria agora a assistência médica sem a possibilidade de que, em muitos casos, se possam encontrar em tempo útil substitutos dos médicos cubanos. A reação precipitada das autoridades cubanas deveria provocar uma crise de proporções no sistema médico do Brasil, mesmo ao preço de perdas financeiras que agora Havana não se permite. Os médicos cubanos pagos integralmente teriam alimentado de qualquer modo a economia cubana como fazem, por exemplo, os leste-europeus que contribuem maciçamente com o orçamento de seus países de origem com o dinheiro que ganham trabalhando no Ocidente – já não é o caso, os que conduzem o Partido Comunista Cubano fizeram questão de fazer uma demonstração maciça de força, punindo o Brasil que tem, expresso em porcentagem, menos de um médico por mil habitantes.
https://data.worldbank.org/indicator/SH.MED.PHYS.ZS?year_high_desc=false

A par disso, os comunistas cubanos não quiseram criar um precedente com os cidadãos pagos integralmente, de maneira decente, por um país estrangeiro, como se estes fossem homens livres.

O Presidente Bolsonaro declarara que os médicos de Cuba poderiam continuar a atividade sem problemas se validassem seus diplomas e fossem autorizados pelas autoridades comunistas a receber o salário integral, estando convencido que Havana não reagiria tão abruptamente contra seus próprios interesses, dando tempo suficiente ao governo brasileiro para encontrar soluções para a saída dos médicos cubanos que seriam chamados e estivessem de acordo em voltar a Cuba. O General Hamilton Mourão, vice-presidente nomeado por Bolsonaro, declarara publicamente sua convicção de que cerca de metade dos médicos cubanos escolheriam ficar no Brasil, não tendo porque responder ao chamado das autoridades comunistas de Cuba.
https://g1.globo.com/politica/noticia/2018/11/19/acho-que-metade-nao-volta-diz-mourao-sobre-cubanos-no-mais-medicos.ghtml

Em 2016 houve uma ação de 150 médicos cubanos do Brasil contra o estado cubano porque lhes tomava a maior parte do salário, o que levou à conclusão a que chegou o vice-presidente Mourão, que os médicos dariam as costas às autoridades que os tratava como escravos, como declararam os próprios médicos.
https://www.nytimes.com/2017/09/29/world/americas/brazil-cuban-doctors-revolt.html

E, no entanto, essas pessoas escolheram em boa parte voltar para Cuba, para seus familiares mantidos cativos pelas autoridades comunistas, que não dão nenhum valor à vida das pessoas. O Presidente Bolsonaro já pedira a Havana que desse aos médicos a possibilidade de levar para o Brasil os filhos que estavam em Cuba, porque, disse ele, a separação entre as mães e os filhos é torturante, mas o governo comunista não teve a mais mínima intenção de fazer nenhuma concessão a seus cidadãos, respeitando-lhes os direitos elementares, nem ao Brasil.
https://www.reuters.com/article/us-brazil-cuba-doctors-idUSKCN1NJ2B6

Havana havia ganhado algumas batalhas contra o pessoal médico, exportado para trabalhar em condições difíceis para alimentar o orçamento cubano, quando a administração Obama fez um grande favor ao regime comunista, abrindo em 12 de janeiro de 2017 o programa Cuban Medical Professional Parole que permitia a médicos fugidos de Cuba, na realidade, dos países para onde eram enviados para trabalhar em condições de escravidão (segundo diziam muitos deles), receber rapidamente o visto para os Estados Unidos.
https://www.nbcnews.com/news/latino/cuban-doctors-stranded-can-t-travel-us-cuba-or-stay-n720491

O Presidente Obama procurava normalizar as relações com o estado cubano…
Os vôos charter já começaram a levar de volta para Cuba os médicos que trabalharam no Brasil. Um médico recebe entre 24 e 41 dólares por mês em Cuba, portanto, milhares de médicos que voltaram ao país não poderão ser contratados no sistema médico cubano super-saturado de pessoal. No Brasil, ao contrário, restavam para um médico 1000 dólares por mês, mesmo depois de o estado Cubano lhes ter tomado 75 % do salário.
https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/08/1330787-salario-para-medicos-em-cuba-nao-costuma-passar-de-r-100.shtml

Os primeiros médicos cubanos que voltaram já foram recebidos no aeroporto de Havana por Raul Castro, que os felicitou durante uma cerimônia restrita porque cumpriram seu dever para com o país.
https://www.prensa-latina.cu/index.php?o=rn&id=231262&SEO=recibe-raul-castro-a-medicos-cubanos-que-prestaron-servicio-en-brasil

Ao mesmo tempo, o ministério da saúde do Brasil anunciou que conseguiu encontrar médicos que cubram boa parte do déficit de pessoal criado depois da retirada dos cubanos pelo regime comunista.
https://www.bbc.com/news/world-latin-america-46324179

ACP

Print Friendly, PDF & Email

1 COMENTARIU

LĂSAȚI UN MESAJ

Please enter your comment!
Please enter your name here